
A apresentação está a cargo de Rui Manuel Amaral.
A sessão conta com alguns dos fundadores da Revista Aguasfurtadas, do Jornal Universitário do Porto, do qual o autor também fez parte, como Rui Lage, Michael Gonçalves e Francisco Lemos.

A apresentação está a cargo de Rui Manuel Amaral.
A sessão conta com alguns dos fundadores da Revista Aguasfurtadas, do Jornal Universitário do Porto, do qual o autor também fez parte, como Rui Lage, Michael Gonçalves e Francisco Lemos.
- fotografias de Ana Almeida Santos
Mais sobre “Café Paraíso“, a obra que reúne os poemas de café de António Pedro Ribeiro e que inaugura a chancela editorial Bairro dos Livros, da CulturePrint, aqui.
A última obra de António Pedro Ribeiro que chega agora às livrarias tem prefácio de Rui Lage. Rui Manuel Amaral assina a introdução aos poemas e aos versos do conhecido poeta anarquista, que é também ele uma das vozes da dupla que dinamiza mensalmente a Poesia de Choque no Clube Literário do Porto, juntam-se as ilustrações de Vitalia Samuilova. Foi na figura do poeta, mas também na atmosfera dos cafés da cidade ,que a artista letã se inspirou para criar as ilustrações que compõem o primeiro número das Edições Bairro dos Livros.
A apresentação da obra que reúne os poemas de café de A.P. Ribeiro está a cargo do jornalista Carlos Magno e acontece no próximo dia 12 de Novembro, sábado, pelas 18h30, no Café Piolho, no Porto. A sessão é introduzida por Miguel Marinho, que promete encher o ar do habitualmente ruidoso espaço com as notas musicais de uma sanfona. Mas as surpresas são muitas e o programa antecipa um final de tarde familiar, com sabor a café e cheiro a livros.
Rui Manuel Amaral e Rui Lage estarão presentes para falar daquele que é, na opinião deste último “um poeta de café. Um dos últimos. Ou talvez o único”, e cuja obra é influenciada por figuras como Rimbaud, Nietzsche, Henry Miller, William Burroughs e Jim Morrison. “O café é ainda, para ele, como foi para um Mário de Sá-Carneiro, o miradouro do humano, a plateia de onde tudo se ouve e tudo se vê, onde olhos fatigados observam, projectando enredos, o xadrez das personagens tragicómicas que somos todos, sem excepção, a entrar e sair no “Piolho”, no “Ceuta”, no “Avis”, no “Astória”, como quem entra e sai da vida.”, pode ler-se no texto que prefacia “Café Paraíso”.
O próximo sábado marca a apresentação ao público da obra de poesia mas também a inauguração oficial da nova chancela da cooperativa cultural. Segundo a CulturePrint, a Bairro dos Livros pretende “dar corpo a projectos literários únicos e cruzar muitas linguagens artísticas para comunicar as ideias do futuro e os sonhos do presente”. “Gostamos do livro-objecto. E queremos partilhá-lo.”, afirma Isabel Rocha, uma das directoras criativas da recém-criada cooperativa portuense dedicada ao sector cultural, que, assim, inaugura a nova chancela da marca CulturePrint. “A Bairro dos livros fica onde nos deixarem entrar, com os nossos poetas, ilustradores, criativos e escritores”, continua.
Por agora, a Bairro dos Livros estará à mesa do conhecido Café Piolho, símbolo desses espaços onde a escrita se faz no papel, mas também nas conversas com as mesas vizinhas, que acolheu gerações e gerações de estudantes, artistas, e escritores. Porque, como diz Rui Lage no prefácio a “Café Paraíso”, “apenas esses lugares imprevistos, como são os cafés, permitem desorganizar o humano, desmontá-lo, desarmá-lo, expô-lo: consertá-lo e partilhá-lo“.
É com esta missão, mas também com o objectivo de fazer nascer livros de qualidade, dando voz à poesia e à literatura de hoje que se faz pelos que hoje escrevem, que a CulturePrint apresenta, no próximo sábado, dia 12 de Novembro, pelas 18h30, no Café Piolho, no Porto, o primeiro número da chancela Bairro dos Livros: a obra poética “Café Paraíso”, de António Pedro Ribeiro.
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O livro «Caravana», de Rui Manuel Amaral, publicado pela Angelus Novus, em 2008, acaba de conhecer a sua primeira versão em língua árabe.
A tradução é de Saïd Benabdelouahed, professor de Língua e Literatura Hispânicas na Faculdade de Letras da Universidade Hassan II Ain Chok (Casablanca), e tradutor de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Miguel Torga, Nuno Júdice e Mário de Carvalho.
A edição é das Éditions Dar Attaouhidi, de Rabat, e teve o apoio do Ministério da Cultura/Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
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