livro de poesia “entulho” é lançado dia 13 de julho no contagiarte

O “LIVRO A LER SEM PRECONCEITOS”, NAS PALAVRAS DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO, É APRESENTADO AO PÚBLICO DIA 13 DE JULHO, PELAS 21H30, NO CONTAGIARTE.

É uma poética que põe em causa o burguês, as convenções, o atinadinho ou o alinhadinho”, diz António Pedro Ribeiro. A obra de estreia de Cristóvão Siano pode baralhar os menos avisados mas “o poema torto”, que chega agora às livrarias, promete trazer uma voz única à novíssima literatura portuguesa.

Entulho, livro de poesia com coordenação editorial da CulturePrint, é a primeira obra do autor de Viana do Castelo, ilustrada pelo artista plástico César Taíbo e prefaciada pelo último poeta de café.

Cristóvão Siano, o menino de coro que é também vocalista de uma banda rock e se ensaia hoje numa verdadeira poética da transgressão, nasceu em 1978, em França. “Com as primeiras borbulhas, comecei a amontoar pequenos textos e a guardá-los na gaveta das peúgas”, diz Siano. Mas é a idade adulta que dita um retorno à literatura como forma de expressão artística: “ao calçar 40, licenciei-me em Engenharia Mecânica e voltei às palavras desenvergonhadas”, continua. Os Botequim Fantasma, banda rock em que é vocalista e letrista, serve para “desenferrujar as cordas vocais”. Os “tempos pagos”, como gosta de dizer, são passados a exercer funções de gestor de produção numa metalomecânica.

Entulho, de Cristóvão Siano, é apresentado dia 13 de Julho pela investigadora Paula Almeida no Contagiarte. A apresentação da obra é seguida de um pequeno concerto pelo Projecto Sem Nome e as ilustrações do pintor César Taíbo, que acompanham a obra, estarão também expostas no espaço da sessão.

DA NOTA INTRODUTÓRIA DE ANTÓNIO PEDRO RIBEIRO A ENTULHO

<<No fundo, há uma crueza, uma rudeza, uma quase crueldade com os personagens, num quotidiano onde coexiste um certo surrealismo: “há quem desfaça carneiros com dedos apontados ao tecto“. A escrita é visceral, fala do orgasmo, do espasmo, do “caralho murcho” mas volta a Deus, um Deus permissivo: “o artista bateu com os cornos no céu“. Há também o maquinal, o marginal, o corpo, o vício, o estrume, ao mesmo tempo que se compra “um manual para a felicidade“. Outra vez a crueza, o desencanto: “espero abutres“. E há igualmente óptimos poemas imaginativos, surrealistas como “Teria Sido Mais Fácil”: “escrevo uma frase e apago./ escrevo uma frase e apag…/ escrevo uma frase e apa… (…)”. Um livro a ler, sem preconceitos.>>

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