Festival MEXE II está a ser um sucesso (e vai até dia 24, no Porto)

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UM FESTIVAL PARA REMEXER O PORTO

Vai quase a meio e já está a ser um sucesso. A 2ª edição do festival de teatro comunitário MEXE II – Encontro de Arte e Comunidade, promovido pela PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural, remexe a cidade do Porto até domingo. A aposta, diz a organização, já foi ganha: a alguns dias do encerramento, o MEXE II está já a ser um verdadeiro sucesso. «A adesão do público, nestes nos primeiros dias, superou as nossas expectativas», afirma Hugo Cruz, da PELE. Nos próximos dias, que encerram o festival, o objectivo é que os espectáculos que estão a acontecer um pouco por toda a cidade cheguem ainda a mais pessoas. «O fim-de-semana terá uma programação mais intensa e ainda mais preenchida», continua.

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DESTAQUES DO PROGRAMA PARA OS PRÓXIMOS DIAS

O dia 21 de Novembro é marcado pelas comunicações de várias personalidades do teatro comunitário, num debate moderado por Maria João Mota, da PELE; destaque para a intervenção do teórico Eugene Erven, da Utrecht University, da Holanda, que aborda as questões relacionadas com o teatro comunitário na Europa e no Mundo, e que estará pela primeira vez em Portugal. No mesmo dia, a Estação de Metro de São Bento é invadida pela Companhia de Actores, com um espectáculo de dança, enquanto na Fábrica da Rua da Alegria, às 19h, a PELE exibe o vídeo documental que resulta do espectáculo «Inesquecível Emília», realizado em 2012 com 15 reclusas do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo. A actuação do Ballet Contemporâneo do Norte com o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo encerra o dia, pelas 21h30, no CACE Cultural.

Destaque para a Mostra de Vídeos dos projectos artísticos «Quase Nada» e «Povoar», da PELE, no dia 22, e para novo espaço de debate acerca do Teatro do Oprimido, que conta com a moderação de Tiago Neves (FPCEUP). Os bailarinos da CulturDança tomam conta da Estação de Metro do Bolhão ao final da tarde e a noite pertence ao espectáculo de teatro da PELE «Peregrinações_Revisitado», pelo Grupo de Teatro Comunitário da Vitória, no CACE Cultural, que revisita o trabalho feito em Setembro de 2012 e que junta cerca de 70 pessoas na apresentação.

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Durante a manhã do dia 23, serão mais de 100 as vozes de todas as idades a ecoar pelas ruas do Porto. O Coro Comunitário de Guimarães vai passar nas ruas 31 de Janeiro e Santa Catarina, partindo da Estação de S. Bento e terminando na Rua da Alegria. O espectáculo «Gula, o Primeiro dos Sete Pecados Capitais do Brecht», inspirado na obra do autor, é apresentado à hora de almoço, no Centro comercial PortoPlaza. «O sentido simbólico da gula pode ser aplicado também ao exagero do culto à forma e do querer mais a que a nossa sociedade nos viciou», pode ler-se na sinopse da peça. No mesmo dia, o CACE recebe uma apresentação musical da Oficina Percussão Cultural do Serviço Educativo Casa da Música, seguida do debate com o tema «Arte e Comunidade: que relações?», moderada por Hugo Cruz, da PELE, que tem como convidados Eugene Erven, João Brites (Teatro O Bando) e Madalena Victorino. No mesmo local, actuam o Teatro O Bando com a peça «Olhinhos e Olheiras» às 21h30 e o EMCOMUM-Grupo Teatro Comunitário (PELE e a ADILO) com a peça «Povoar» às 23h.

O último dia do Porto a mexer (24) é também o dia em os bailarinos dos 12 aos 76 anos da Casa dos Choupos actuam, com a peça «Poesia no Corpo» na Estação da CP de Campanhã. O CACE acolhe, a partir daí, as restantes actividades que encerram o festival: a peça de teatro «Senalonga», do Grupo Teatro da Casa Municipal de Cultura de Seia, que traz o rural à cidade, partindo da obra do senense Avelino Cunhal, pai de Álvaro Cunhal, e a apresentação final da Oficina Madalena Victorino. Destaque para a peça de teatro «Terra», do Grupo de Teatro Comunitário de Fermentões, da PELE e da Casa do Povo de Fermentões, uma criação que mergulha nas memórias ricas da comunidade de Guimarães e inspirada na Festa do Agricultor de Fermentões, que resulta de uma profunda pesquisa etnográfica com destaque para o universo dos agricultores, cruzando a linguagem tradicional com a contemporânea. O CACE recebe ainda o Baile Comunitário de encerramento da 2ª edição do festival com os Retimbrar.

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Fotografias dos dois primeiros dias por Patricia Poção.

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