«O nome do mundo é uma janela» de Bernardino Guimarães

Título: O nome do mundo é uma janela
Autor: Bernardino Guimarães
Imagens: Catarina Rocha
1ª edição, fevereiro 2014
ISB: 978-989-98751-2-8
PVP: 10€

Encomendas para cultureprint@gmail.com, portes não-incluídos.

capa bernardino guimaraes

«A Poesia de Bernardino Guimarães parece concertar, ou congregar, num único procedimento alguns propósitos temáticos: as janelas, a cidade, o mar; o problema da presença e da ausência, a expectativa, o tempo, a espera, o impulso de partida, o peregrinar; a dialética do sento-me ou da âncora pesada nos rins, e do multiplico-me; o irredutível, o trágico do definitivo; a suspensão da viagem em forma de onomatopeia ou prece: azul azul azul e casas; o problema do andamento ritmado pela mastreação e as velas como se fossem guias; a sucessão: O melro no meio-dia diz: dia. Encontro a palavra, digo: palavra. E ela nasce. (…) Esta poesia intenta reencontrar-se com a natureza: o mar, as janelas, a possibilidade de explicação, de replicação, e um sentimento crescente como experiência pessoal e reatamento de uma ordem de relações entre a literatura e o mundo, uma espécie de reencantamento, diga-se, reumanização do mundo face à rasura crescente. E, diante dessa ameaça, o poeta tenta criar clareiras, possibilidades novas, ainda nem sequer nomeadas.»

José Vieira, no posfácio de O nome do mundo é uma janela

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Bernardino Guimarães nasceu no Porto em 1960. A escrita escreveu-o de diversas maneiras. Peregrinou pelo jornalismo ambiental e tentou abordar grandes causas, grandes linhas. As causas permaneceram nas suas coisas. Sofre da fraqueza de gostar de comunicar. Tem dias. Nos piores vê que as palavras não chegam para salvar o mundo. Perde a certeza de que o mundo quer ser salvo. Também acontece amanhecer entre raiva e ternura. Gosta de jornais, de rádio, de mar, de olhos e de mãos, de arte, da natureza — que é afinal tudo o que acontece. Deixa este livro para significar que a vida não chega. (Ou que não chega ele para a encomenda). Que gostaria de a reencantar, à vida, (cantar de novo) mas talvez não saiba como, nem quando, talvez a poesia anoiteça, talvez lhe fuja. Tem dias.

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A Bairro dos Livros, linha editorial da Culture Print, pretende dar corpo a projetos literários únicos e cruzar muitas linguagens artísticas para comunicar as ideias do futuro e os sonhos do presente. Gostamos do livro-objeto e queremos partilhá-lo.

Desta coleção:

A. Pedro Ribeiro, Café Paraíso
Minês Castanheira, Nunca o mar
João Pedro Mésseder, À sombra dos livros
Vanessa Ribeiro Rodrigues, O barulho do tempo
Jorge Palinhos, Histórias sem jardins
A. Pedro Ribeiro e César Taíbo, Poemas de Natal para homens crescidos

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